À conversa com os You Can’t Win, Charlie Brown

Estivemos à conversa com David Santos, Afonso Cabral e Salvador Menezes. Os You Can’t Win, Charlie Brown em discurso directo.

Como têm sido as reacções ao novo álbum?

Está a correr bem. Até agora as reacções têm sido boas. As reacções que temos acabam por ser nos concertos que damos, ou nas criticas que lemos e nesses tem corrido bem.

Isso é algo que vos surpreende ou já estavam à espera?

Eu acho que se faz sempre o melhor que se consegue e espera-se que o melhor que se consegue, as pessoas gostem. Nunca pensamos muito nisso.

Mas sentiram alguma pressão depois do último álbum? Alguma expectativa à vossa volta?

Expectativa há sempre, mas quando estamos a fazer as coisas não estamos a pensar para fora. Estamos a pensar para dentro, a pensar para nós. No disco que vamos fazer, da maneira que queremos fazer. Não são questões em que estamos a pensar. Se vais atingir xx pessoas. Não nos podemos preocupar com factores que não controlamos. A nossa expectativa é sempre agradarmo-nos a nós próprios. E a partir daí esperar que também agrade aos outros. Se somos uma banda e estamos de acordo alguém de fora também há-de gostar.

Como é o processo criativo com seis elementos a trabalhar em conjunto?

Não é tão difícil como possa parecer, porque acabamos sempre por conseguir chegar a um consenso facilmente. Mais ideia menos ideia. E acho que cada vez mais. Já nos percebemos cada vez mais, pensamos cada vez mais da mesma maneira, e o que é o objectivo final que queremos. Pode haver pormenores mas desde que começamos tem sido cada vez mais fácil. Vai ficando cada vez mais oleado. Já sabemos bem o que cada um consegue fazer.

Sentem que houve uma evolução desde o início?

Houve uma evolução. Foi a evolução natural das coisas. Eu costumo dizer que quando nos olhamos todos os dias ao espelho, não percebemos que estamos a ficar mais velhos mas depois quando se vê fotografias, de há uns anos atrás, percebemos que estamos mais velhos ou que evoluímos. E isso acaba por ser igual na música. Quando estávamos a fazer este disco não percebíamos que estava a evoluir ou não do anterior. Foi um caminho que fizemos naturalmente. E isso acaba por ser a evolução natural das coisas.

Ser uma banda em Portugal é fácil? Dar concertos, lançar discos….

Eu acho que não é fácil ser banda em lado nenhum. A verdade é que só se faz isto, no nosso caso, no modelo que nós temos das seis pessoas, porque queremos muito fazer isto. Nesse aspecto é difícil porque se não houvesse isso não íamos tocar. Ter uma banda de seis pessoas em que as seis pessoas só fazem aquilo, com aquela banda, acho que muito poucos são os casos em Portugal em que isso acontece. Tens sempre de conjugar aquilo que queres fazer com muitas outras coisas. E só assim é que é possível manter uma banda e um projecto. O David é um exemplo disso. Tem este projecto e tem o projecto a solo (Noiserv).

Deparam-se com muitos obstáculos?

As coisas não são fáceis à partida em nenhuma área. Há uma série de coisas que fazem com que uma banda possa ter ou não sucesso e os obstáculos não sao obstáculos verdadeiros. São passos que tens de percorrer e coisas que tens de fazer. Até acho que nos tem corrido bem, temos vindo a crescer.

Preferem actuar em sala ou em formato festival?

Demos à pouco tempo uns concertos no Music Box e esse acaba por ser um bom formato. Sala é o que acaba por dar mais gozo porque se acaba por sentir mais as pessoas ao pé de nós. Num festival é diferente a interacção. As pessoas passam mais a correr. Os concertos mais pequenos em salas mais pequenas são sempre mais quentes porque mais directos.

O Primavera Sound e o Fusing são uns dos próximos locais onde vamos poder ver e ouvir a banda em acção.

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