David Bowie . The Next Day

As expectativas são filhas da mãe

Como quase tudo na vida, um disco novo de Bowie lida com expectativas: as altas, as baixas, as nossas e as deles…

A verdade é que este TND, por todas as razoes e mais alguma, foi a rainha das expectativas durante 3 longos meses…
Mas chegou! E ainda bem!

The Next Day é um disco coeso que apetece levar para um passeio no parque… Sai muito bem cá para fora com um tema agressivo que define um estado de espírito: ‘Here I am not quite dying…’; avança para um dos pontos altos do disco com ‘Dirty Boys’ que nos traz Berlin, Sister Midnight e até Romy Haag! ‘The

Stars Are Out Tonight’ para além de single, é um exercício de estilo fabuloso. Deixamos o baixo da Gail Anne Dorsey, passamos por cima de um amor perdido e deixamo-nos embalar com uma faixa de ir as lágrimas: a sublime “Where are we now?”. “Valentine’s Day” dá-nos o Bowie barítono com 1 refrão para decorar e cantar por mais… Destaca.se ainda “I’d rather be high” e um lalala demodé que toda a gente devia cantar em “How does the grass grow?”

Em vinil poderia-se dizer com toda a certeza que o lado A é substancialmente, melhor que o lado B, mas nunca iremos dizer que TND é o melhor disco de Bowie desde 1980! Não, isso não!

É um bom disco de Bowie e isso já me alimenta as tais expectativas.

8/10

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