Death Cab For Cutie . Kintsugi

A Europa começou a importar dos Estados Unidos sonoridades marcadamente mais pop, com pitadinhas de música do tal indie rock, um tanto ou quanto mais melódico. Em 2014 os Future Islands aterraram duma vez por todas na Europa com Singles e o seu mega hit Seasons, completando as plateias dos festivais europeus e tornando-se num líder de vendas no velho continente.

Em 2105 uns tais de Death Cab For Cutie aparecem, e tal como os Future Islands, já trazem consigo uma vasta imensidão de quilómetros de estrada e um rol infindável de discos vendidos na terra do tio Sam. Kintsugi é só o décimo disco de originais do colectivo de Bellinghan, e como será natural, muita coisa mudou desde o primeiro You Can Play These Songs with Chords de 1997.

 Musicalmente, este disco não foge da chamada zona de conforto. Nada soa fora do sítio. Nada sai dos seus limites. Todo o disco parece desenhado para encaixar perfeitamente no timbre de Ben Gibbard. Os Death Cab For Cutie usam inúmeras vezes a solidão e o amor não correspondido como tema para as suas canções, e neste trabalho isso volta a acontecer.

Esta angustia de Ben Gibbard já foi alvos dos tabloides, e o músico não se esconde e mostra-a logo em No Room in Frame, primeira faixa do disco, com um “I don’t know where to begin /there’s too many things I can’t remember”. Parece pesado, mas estas linhas podiam começar qualquer disco dos Death Cab For Cutie. O single de apresentação do disco, Black Sun, também traz toda a carga emocional que o músico gosta de transmitir, “How could something so fair/Be so cruel?”.

Os Death Cab For Cutie têm o mérito de conseguir ser lamechas sem ter de recorrer aos clichés que lhe permitam passar na MTV em modo chiclete. Este não será certamente um dos discos do ano, mas tem o condão de entreter sem se tornar um disco de passagem.

7/10

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