Jack White . Lazaretto

Noizze Rate: 8/10

[EN]It should take Jack White three whole lives to record all the music he has inside him. That’s the only way to justify the staggering amount of different projects he gets into and the scope of the songs he presents on each solo album.

Even the name of this last album “Lazaretto”, is a gem on itself. That name is used to describe a quarantine space used on navy operations to eradicate possible pest infestations or diseases that might find their way into dry land. It serves to show that Jack White must be one of those workaholics that quarantines himself until he emerges with new stuff ready to record. If on The White Stripes, the bare sound served the purpose of making way for the guitar and lyrics and, both on The Raconteurs and The Dead Weather White could ease off a little by being a contributing artist rather than a front man, it’s under the Jack White name that he calls to him the responsibility of creating tight songs played by a band in which he is performer, writer and conductor. If there is one artist able of pulling such stunt off that man is Jack White.

In Lazaretto one finds the usual Rock (Lazaretto, High Ball Stepper, That Black Bat Licorice), some of the charming blues of traditional Americana (Temporary Ground, Want and Able) and even some no-frills pop (Just one Drink, Would you Fight for My Love). It’s easy to notice the hard work and exquisite technical refinement that results from White recruiting a few unknown stars from band that his own label, Third Man Records, represents.

Even so, taking into consideration that long quarantine, one would be expecting more from this album. If this was White’s second record all would be forgiven and I would praise the artist’s guts but, ironically enough, White’s long experience works against him and the anticipation asks for perfection on each new work. Lazaretto has perfect moments but isn’t on any way a perfect album. And thankfully so I would say, that’s the way we have to be sure that in two years time White will release another imperfect album, one that we cannot explain why we love it so much.


[PT]Jack White precisa de três vidas para produzir toda a música que tem dentro dele. Só assim se justifica a quantidade avassaladora de diferentes projectos em que se envolve e a abrangência das canções apresentadas em cada disco a solo.

O nome do último álbum, “Lazaretto” é um achado em si próprio. Serve para designar um espaço de quarentena usado na navegação para despistar possíveis infestações ou contágios que pudessem chegar a terra. Fica a ideia que Jack White é um daqueles “workaholics” que se fecha em quarentena até emergir com material pronto para gravar. Se nos White Stripes o som despojado servia bem o propósito de dar terreno à guitarra e à voz e, tanto nos The Raconteurs como nos The Dead Weather, White podia respirar um pouco mais no papel de artista colaborador numa banda, é com o assumir do nome Jack White a solo que o mesmo chama a si a responsabilidade de criar música coesa tocada por uma banda orquestral na qual é interprete, compositor e maestro. E se há alguém capaz de suportar esse peso é Jack White.

No álbum descobre-se algum do rock habitual (Lazaretto, High Ball Stepper, That Black Bat Licorice), algum do blues da encantadora tradição americana (Temporary Ground, Want and Able) e até um certo pop despreocupado (Just one Drink, Would you Fight for My Love). É um trabalho de reconhecido esforço árduo e de apuro técnico invejável fruto da selecção de estrelas que White recrutou das outras bandas representadas pela sua editora Third Man Records.

Ainda assim, dada a tal longa quarentena, esperava-se mais deste álbum. Se este fosse o segundo disco de Jack White tudo se perdoava e estaria aqui a louvar a coragem do artista mas, ironicamente, a elevada experiência e currículo de White jogam contra ele e toda a antecipação exige-lhe a perfeição a cada novo lançamento. Lazaretto tem momentos perfeitos mas não é de todo um disco perfeito. E ainda bem, assim temos a certeza que daqui a dois anos White lança um novo álbum imperfeito, que nem sabemos bem explicar porque gostamos tanto.

Previous post
Sharon Van Etten . Are we There
Next post
10 gigs you can't miss on Alive'14
Back
SHARE

Jack White . Lazaretto