Reportagem Savages @ Hard Club

O Hard Club encheu para receber 4 meninas que se apresentaram com verdadeiras ‘femme fatales’, cumprindo toda a expectativa justificada que uma das revelações de 2013 conseguiram atrair até si.

Antes de começarem as hostilidades, foi com muito agrado que vislumbramos a Sala 1 do Hard Club quase a rebentar pelas costuras, com uma multiplicidade etária que reconforta a música à séria e que nos dá garantias que o Rock e o Punk nunca morrerão. Dos 15 aos 60, ou mais, viu-se diferentes classes sociais, diferentes posturas e diferentes personalidades, todas unidas em torno de um ideal, a comemoração da música pela música.

No momento em que Jehnny Beth, Gemma Thompson, Ayse Hassan e Fay Milton pisaram o palco, deu-se a primeira explosão de êxtase na plateia, continuada ao som de I Am Here e cantada em uníssono da primeira estrofe até ao último acorde. Desde aí que se percebeu que as Savages não tinham vindo à invicta cumprir calendário. Se dúvidas houvessem em relação à qualidade e a postura  cedo dissiparam-se, gerando em todos uma enorme satisfação por ali estarmos.

Sem grandes conversas, Jehnny Beth & Co. foram debitando decibéis de muita adrenalina, presenteando-nos  com uma postura pouco faladora mas hiper-comunicativa, quer pela música, quer pela reacção que deixava transparecer ao presentear uma sala cheia de melómanos sedentos de Post Punk e muito Rock and Roll.

Temas como Strife, Shut Up, She Will ou No Face geraram na platéia momentos moderadamente pré caóticos, que emulsionavam o nosso sangue com som oriundo das munições e que faziam com que ninguém conseguisse manter-se parado.

A noite encerra ao som de Fuckers, tendo as Savages mostrado ser um colectivo homogéneo, onde todas têm um papel principal, mostrando-se irrepreensivelmente insubstituíveis.

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