Samuel Úria @ Casa da Música

Memorável…

Samuel Úria lotou a sala 2 da Casa da música na passada quinta feira, e fê-lo de uma forma irrepreensível e memorável. Demoramos algum tempo para compor este artigo para que não soasse a exagero da nossa parte.

Não será novidade para ninguém que Samuel Úria transforma-se em cima de um palco, fazendo cada concerto uma experiência única para si e para os seus fãs, mas com o lançamento de um disco novo, a máquina pode não estar oleada e as coisas podem sempre ser mais comedidas, no entanto, estamos diante de alguém que chama o palco por tu e não se amedronta diante duma audiência repleta e ávida por uma noite de boa música.

Samuel Úria sobe então ao palco, munido de uma equipa bem composta, num palco com três pisos, onde não faltou um coro muito bem afinado completando toda a humildade e boa disposição que tão bem o caracterizam.

A coisa começa ao som de dou-me corda, abrindo logo as hostilidades e mostrando rapidamente ao que vinha. A partir daqui, foram duas horas onde o músico percorreu toda a sua discografia onde juntou temas consagrados como não arrastes o meu caixão, nem lhe tocava ou espalha brasas com as novas canções de Carga de Ombro. Apesar deste novo trabalho ser essencialmente composto por melodias que legitimam Samuel Úria como um dos grandes cantautores da nova geração, como são os exemplos de carga de ombro, aeromoço ou vem por mim, também há espaço para temas mais agitados como repressão ou palavra-impasse que são capazes de por toda uma audiência a dançar e a bater o pé.

Muito comunicativo em todos os momento do concerto, foi brindado com a presença de Manel Cruz na sala que deu uma mãozinha em lenço enxuto, tema que colaborou em Grande Medo do Pequeno Mundo e que tão bem foi interpretada nesta noite.

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As surpresas não ficaram pela participação de Manel Cruz. Durante a actuação de ei-lo, surge repentinamente Ana Bacalhau e preenche a música e o palco gerando muitos sorriso, tanto no palco como na plateia que não foi parca em aplausos. Samuel Úria aproveitou a presença de Ana Bacalhau em palco e partiu para uma interpretação irrepreensível de não ouviste nada, tema de Mundo Pequenino dos Deolinda.

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Segue-se uma pausa no concerto e vem o primeiro encore que arranca com Samuel a solo em palco ao som de essa voz. Segui-se uma singela homenagem a Prince, onde se ouviu Kiss como interlúdio de teimoso, abrilhantando ainda mais esta noite que já se estava a tornar única. O primeiro encore termina com forasteiro ficando a ideia que a noite terminara aqui. Mas Samuel Úria não queria deixar o público de forma tão abrupta, e regressou para a lamentação de nos ter que abandonar.

Já com todos os participantes deste concerto em palco, Samuel Úria agarra na sua guitarra e pede para que o sigam. É então que imiscui no meio da plateia ao som de carga de ombro e que deixa todas as almas desta plateia com a garantia que ganharam a noite.

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Alinhamento do concerto:

1. Dou-me Corda
2. Espalha Brasas
3. Aeromoço
4. Nem lhe Tocava
5. Repressão
6. Carga De Ombro
7. Vem Por Mim
8. Cabo Do Medo
9. Graça Comum
10. Lenço Enxuto (com Manel Cruz)
11. Palavra-Impasse
12. É Preciso Que Eu Diminua
13. Não Arrastes o Meu Caixão
14. Barbarella E Barba Rala
15. Ei-Lo (com Ana Bacalhau)
16. Não Ouviste Nada (Deolinda)
17. O Diabo

Encore:
18. Essa Voz
19. Kiss (Prince) + Teimoso
20. Império
21. Forasteiro

Encore 2:
22. Lamentação
23. Carga De Ombro

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