Savages . Silence Yourself

Uma grande surpresa

Depois de TOY, não posso deixar de mostrar alguma admiração com este Silence Yourself. Em pouco menos de um ano, duas bandas fazem renascer o Goth Rock duma forma inovadora e original. Similaridades com Bauhaus, Siouxsie and the Banshees, The Sisters of Mercy ou Joy Division não serão difíceis de encontrar.

É com Shut Up que se abre o disco e logo aí, se sente que Silence Yourself quer tudo menos silêncio, definindo desde cedo que o ponto de ebulição destes selvagens é rapidamente atingível. Temas como I Am Here, City’s Full, She Will, No Wave, Hit Me ou Husbands, marcam o fio condutor que a guitarra de Gemma Thompson, o baixo de Ayse Hassan, a bateria de Fay Milton e a voz desconcertante de Jehnny Beth pretendem seguir.

É também interessante ver como dois produtores quase desconhecidos, Johnny Hostile e Rodaidh McDonald, tenham produzido um disco que começa a encontrar na crítica da especialidade tanta receptividade (Clash Magazine, Pitchfork, Guardian, NME OU MOJO).

Não deixa de ser curioso como uma banda consegue atingir um consenso quase que unânime executando algo que não é novo. Certamente que a competência e originalidade da execução trouxe-lhes esse mesmo consenso e alguma aclamação.

8/10

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