Super Bock em Stock 2018

Tudo começa com o fim do Vodafone Mexefest para a Super Bock retomar o original Super Bock em Stock (SBeS).

Nada melhor do que chegar-mos a Lisboa e termos a notícia que a lotação estava esgotada. A partir desse momento soubemos que o sucesso deste festival era algo inevitável.

O primeiro dia é marcado essencialmente pela actuação do monstro Johnny Marr. Um concerto repleto de hits da guitarra dos The Smiths, que fazia a plateia vibrar a cada tema da mítica banda de Manchester.

Mas esta edição do SBeS não estava virada para o rock, dando aso a outras áreas da musica como é o caso do Hip Hop e o cineteatro Capitólio foi a casa do Hip Hop nestas duas noites. A primeira noite é marcada pela actuação de Masego que não só encheu a sala como provocou filas longas que fizeram algumas pessoas optar por outros espaços pois o tempo de espera era elevado. NGA e a ribatejana Russa trouxeram os bits cantados em português contando com actuações muito positivas cheias de intensidade.

Os Fogo-Fogo lotaram a Casa do Alentejo numa actuação plena de energia, onde fundem a morna e o funana com sonoridades mais ocidentais, provocando um turbilhão de 

Falando de actuações do primeiro dia, Masego provocou uma espécie de amor colectivo no Capitólio enquanto que na estação do Rossio Lena D’Agua e os Cassete Pirata transportaram-nos para os anos 80 onde Lena D’Agua encantava as rádios. Neste mesmo palco os The Harpoonist & The Axe Murderer debitaram o bom que o Rock & Blues trouxeram para o panorama musical contemporâneo.

No Cinema São Jorge, os Public Access T.V. trouxeram um pouco da vaga indie rock de Nova York fazendo a sala agitar as ancas mesmo a quem permaneceu sentado. Natalie Prass encantou quem optou por sonoridades menos compostas mas mais limpas e intensas.

Mas o hype do momento está em Conan Osiris. O Tivoli foi pequeno para receber o músico de Lisboa. Até se apagarem as luzes parecia que iamos ter um concerto normal dentro do que são estes concertos nestes festivais, mas mal Tiago Miranda sobe ao palco do Tivoli, a sala entrou em tal alvoroço que tudo o que saiu dali foi suor dançante.

A sala Ermelinda Freitas no Maxime recebeu concerto mais sérios. Beatriz Pessoa, Anabela Aya e Elisa Rodrigues deram-nos melodias e composições para quem preferiu ser acolhido por sons menos dançantes.

No Coliseu, o primeiro concerto ficou a cargo de Manuel Fúria & os Naufragos. Um concerto que contou com a presença de alguns amigos do músico. Samuel Úria, Márcia, Miguel Ângelo ou Tomás Wallenstein acompanharam Manuel Fúria e tornaram este seu concerto em algo memorável.

O primeiro dia termina ao som dos Capitão Fausto. Longe vão os tempos que a banda de Alvalade actuava para os teenagers deste país, tornando-se agora numa banda mais ecléctica e alcançável pelos mais velhos que ainda têm alguns problemas de gostar de rock mais limpo e animado.

Dia 2 de Super Bock em Stock começa calminho na Garagem EPAL com concerto de EME, e ao ritmos das batidas do Hip Hop no Capitólio com a actuação de SP Deville.

A Casa do Alentejo acolheu Dino Santiago que proporcionou mais uma “arraial” de africanismo com uma actuação bem animada que deixou as ancas soltas e preparadas para o que aí vinha.

O que se seguiu foi uma colectânea de amor colectivo onde os actores principais foram Elvis Perkins, Charles Watson, Conner Youngblood ou Tim Bernardes, tendo o brasileiro juntado a maior plateia no Tivoli.

No Coliseu os Still Corners continuaram de forma exímia as actuações daqueles que se constituíam como cabeças de cartaz. Uma actuação segura e comprometida fizeram daquela hora uma das melhores na maior sala deste festival.

Entretanto no Capitólio o Hip Hop ia fazendo a delícia de todos os que se identificam com esta componente artística. Lazy e Lolo Zouaï tornaram o Capitólio num dos locais com maior taxa de ocupação por estes dias em Lisboa.

Rejjie Snow era o nome mais aguardado para o Capitólio e não deixou de puxar dos galões para assumir o controlo da Avenida da Liberdade durante a sua actuação.

Com um Coliseu meio despido muito por culpa do que se passava no Capitólio, as U.S. Girls decepcionaram os que muito esperavam com uma actuação muito cinzenta e pouco emotiva.

Antes da selvajaria no coliseu, Holly Miranda e os The Saxophones encantaram quem ganhou o seu tempo no Tivoli e São Jorge respectivamente. Foi uma pena não ser possível assistir a estes dois concertos, no entanto, ficou difícil escolher um dos dois e deixou um amargo de boca não poder assistir a um deles.

Por fim, O Momento mais aguardado pela maioria dos festivaleiros. Jungle no Coliseu dos Recreios.

Um concerto destes londrinos é sempre encarado com níveis muito elevados de ansiedade. Durante a actuação dos Jungle, todos os nossos problemas são esquecidos e ficamos momentaneamente compenetrados com a arte. Nem os problemas técnicos com os teclados fizeram deste concerto algo de menos positivo.

Analisando o regresso da Super Bock à Avenida da Liberdade, o balanço foi extremamente positivo. Apenas apontamos umas arestas a limar no que diz respeito ao horários.

Previous post
Unknown Mortal Orchestra no Hard Club
Next post
IDLES no Hard Club
Back
SHARE

Super Bock em Stock 2018