Reportagem Festival para Gente Sentada

Reportagem Festival para Gente Sentada

Braga recebe mais um Festival para Gente Sentada (FPGS), e por sinal, bem agasalhada também!

Os termómetros marcavam 5 graus no primeiro dia de música, e as portas do Theatro Circo abrem-se para uma noite de sexta-feira, bem animada. Os portugueses Sensible Soccers abrem a performance de Kamaal Williams, um músico britânico que já conta com uma grande reputação no nosso país.

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Ainda com a sala a preencher-se, os nortenhos Sensible Soccers começam os primeiros acordes, ainda todos encasacados. A Noizze teve o privilégio de ao longo deste ano seguir o grupo em vários festivais, mas é com um grande orgulho que defendemos o que é nosso, e confessamos que o som de Sensible, tem melhorado com o tempo. A prática, é mesmo amiga da perfeição, e o bom trabalho, merece ser reconhecido!

Jovens e graúdos embarcam na missão de dar folga às cadeiras do Theatro Circo, dada a agitação dos corpos que teimavam em querer aquecer. Um set com pouca luz, uma sala propícia a danças anónimas, e ainda memórias de verão à baila, reúnem as condições necessárias para o sucesso do concerto. Foram aproximadamente 50 minutos de deja-vus de temperaturas muito mais elevadas, mas a alma ficou bem quente. Elias Katana encerra o show, numa catarse/crescendo longo e demorado de 16 minutos.

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O palco foi estreado, e muito bem aquecido. Às 23h surge em palco a banda de Kamaal Williams ,e agora sim – um Theatro bem mais completo.
De notar as influências de Thundercat, Kamaal confessou-nos de um jeito bem pessoal que se apaixonou pela nossa terra, já que esta é um local com mais “flavor and seasoning”. Bem temperados ou não, o certo é que saímos de lá ainda mais fãs do grupo britânico.

Uma hora de Jazz e Funk na casa, abalou a Avenida da Liberdade, (ou pelo menos assim gostamos de pensar). Kamaal veio apresentar o seu mais recente lançamento “The Return”. É um disco de surpresas, que se intensificam ao vivo, enquando desfolhamos com calma e impaciência cada som, instrumento, e pormenor. Esperemos que a return de Kamaal seja em breve. Algo nos diz que vamos sentir muita falta deste génio.

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Segundo dia de FPGS e o nível do mercúrio nos termómetros sobe ligeiramente mas mantém-se drasticamente baixo.

O gnration abre portas para 4 concertos de artistas emergentes da música nacional e brasileira. O relógio aponta para as 16h e Afonso Durido, conhecido no panorama musical como Homem em Catarse, sobe a palco para uma actuação de grande elevação. Sempre muito comprometido com a sua música, Afonso foi apresentando os seus temas com uma postura muito honesta e cativante.

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Seguem-se dois concertos em simultâneo, Little Friend e Bia Maria. Começando por Little Friend, John Almeida sobe ao palco do Café Concerto apenas com a sua guitarra e com um leque de canções melancólicas. Aos poucos o público foi chegando e aproveitando as músicas de A Substitute for Sadness, disco editado já este ano e que quebra um hiato de 5 anos sem discos de Little Friend.

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No pátio, Bia Maria traz-nos uma série de temas “bonitos” que encaixam na melodia da sua voz perfeitamente. É uma artista muito comunicativa com o público, gerando uma grande empatia com todos. Foi conversando e apresentando todos os temas, mostrando-se sempre muito feliz por estar presente neste festival.

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O gnration fecha ao som da música intervencionista de Bia Ferreira. Natural de Minas Gerais, assume-se sempre com uma voz bem alta na defesa dos negros e das mulheres, dizendo que se sente sempre obrigada a marcar bem alto essa defesa, visto que conseguiu elevar a sua voz.

Apenas de guitarra na mão, apresentou os seus temas reacionários com uma intensidade forte e poderosa. Não faltaram temas como Diga Não, Não É Preciso ser Amélia ou Cota não é Esmola.

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Depois de jantar, regressamos ao Theatro Circo e as 22h O Terno, banda encabeçada por Tim Bernardes, abrem o palco principal do FPGS. É clara a empatia da banda paulista com o público nacional. Os temas são entoados pela sala numa só voz. Não Espero Mais, Culpa ou Eu Vou fizeram com que o público se deixasse embalar pela musicalidade deste colectivo brasileiro.

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A noite termina ao som de John Grant que desta vez apareceu numa versão minimalista apenas com um piano e um teclado. Não faltaram temas obrigatórios como Global Warming, Vietnam ou Touch & Go. Coube a Jonh Grant o único encore do festival onde tocou Sigourney Weaver e a muito esperada Queen of Denmark.

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