Vampire Weekend . Modern Vampires of the City

Quando em 2007 ouvimos pela primeiro vez Oxford Comma e A-Punk sentimos que estava a nascer um culto. O timbre melódico e suave de Ezra Koenig rapidamente conquistou uma importante quota de mercado, e o sucesso do álbum homónimo dos Vampires Weekend escalou tops e encheu salas e festivais.

Três anos depois, Contra segue a linha do primeiro registo, e os clientes sentiram-se imensamente satisfeitos. Estava aí um novo fenómeno nova iorquino! Este era sem dúvida um dos álbuns mais aguardados, pelo que a expectativa era muita.

Modern Vampires of the City, será um título para mostrar que estão numa fase de “modernização”? Terá sido essa a ideia dos Vampire Weekend, quando decidiram baptizar a criança? O primeiro tema que nos chegou aos ouvido foi o muito animado Diane Young, e ficamos com a certeza que não estamos diante de uma “reforma” do conceito, mas sim duma “evolução” natural no processo criativo. A energia de Cousins e A-Punk são certamente inspiradoras na génese deste tema que está concebido para muitas horas de airplay.

Ya Hey foi o tema escolhido para a segunda cartada e ficamos estarrecidos pela simplicidade, delicadeza e suavidade deste tema. Ya Hey prova que a música reinventa-se duma forma clara, simples e prática.

Modern Vampires é o álbum mais interiorizado da discografia dos Vampire Weekend. Obvious Bicycle, Step, Don’t Lie, Hanna Hunt e Everlasting Arms são temas mais românticos, intimístas e introspectivos que vão intercalando com Diane Young, Unbelievers, Worship You e Finger Back os momentos agitadores de um registo melancólico e perfeito para a um nascer do sol.

Young Lion fecha ao piano duma forma auspiciosa um registo que garante aos Vampire Weekend manter os seus seguidores e provavelmente, aumentará a sua carteira de clientes.

9/10

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